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22/03/2011

Márcia Charnizon no Wedding Brasil 2011

No WB, Márcia vai comandar o workshop Enganando a Mente – Luz e poesia aplicada na direção de cena

Bia Oliveira
Márcia Charnizon
 

A fotógrafa Márcia Charnizon, com toda sua experiência e irreverência, marcou o Wedding Brasil 2010, com a palestra “Direção aplicada à Fotografia de Casamento”. Neste ano, Márcia retorna ao WB com o objetivo de aprofundar a conversa, conduzindo o workshop “Enganando a Mente – Luz e poesia aplicada na direção de cena”. O workshop, que acontecerá no dia 23 de abril, foi um dos primeiros a esgotar o número de participantes.


A pouco mais de um mês para o evento, Márcia Charnizon fala com exclusividade ao Portal Photos sobre sua participação no Wedding Brasil 2011, seu começo na fotografia, aos 13 anos de idade, e suas principais inspirações. Confira a entrevista na íntegra!


 


Márcia, quando você começou a fotografar e em que momento viu que tinha um talento especial para a fotografia de casamento?


Comecei muito cedo, fotografando arte cênica e música, no início dos anos 80, apenas com 13 anos. Depois fotografei dança, moda, capas de CD, retratos e o casamento entrou nesse turbilhão. Mas isso não aconteceu de forma linear, premeditada e num ritmo cronológico. As coisas foram acontecendo naturalmente e bem no estilo “tudo ao mesmo tempo agora”. 


Na verdade, não me reconheço com talento especial para fotografia de casamento. Sempre tive um encantamento e uma facilidade para fotografar pessoas em suas várias representações que cada fase da vida exige, e o casamento é somente uma dessas fases.


Não acredito num fotógrafo que tenha talento especial para fotografia de casamento. Acredito em fotógrafos que tenham talento para enxergar cenas invisíveis, aquelas que somente ele consegue registrar, porque essas imagens não existiriam sem a presença dele. Acredito em fotógrafos que se encantam com personagens da vida real, e mais que isso, adoram contar pequenas histórias, com pitadas ou não de ficção.  Fotógrafos que se divertem com o ofício, mesmo quando tudo pode dar errado.


Eu sou assim e penso que, para estar nessa rotina, a de fotografar – não somente casamentos – mas seres humanos em suas várias conjugações verbais, esses são alguns dos talentos fundamentais que um fotógrafo precisa ter na pele.


O que mais te inspira a fotografar?


A rotina me inspira. “Todo dia ela faz tudo sempre igual...” É alguma coisa que eu poderia passar o resto da vida fazendo, somente observando e fotografando. Os papéis que cada um representa em suas rotinas... Isso é genial! Coloque na minha frente alguns personagens da vida real, com seus movimentos singulares, suas falas e expressões e pronto. Ganhei o dia, meu portfólio ganhou mais imagens e ainda me diverti muito!


Como você avalia a importância de um evento como o Wedding Brasil, que oferece em todo o tempo infinitas possibilidades de aperfeiçoamento das técnicas e de crescimento no mercado de trabalho, colocando os fotógrafos frente a frente com alguns dos maiores nomes da fotografia de casamento do Brasil e do mundo?


O mercado de poucos anos para cá mudou muito e eventos como esse têm responsabilidade e participação fundamental nessa mudança. Há pouquíssimo tempo atrás não existia um espaço inteligente no mercado de casamento do Brasil para compartilhar e discutir. E acredito que, se você quer morrer profissionalmente, basta parar de escutar o que os outros têm a dizer!


Nesses dias estarão reunidos num mesmo lugar alguns nomes que conquistaram, de alguma forma,  o mercado brasileiro e internacional. Acredito que as soluções das nossas questões não se encontram nesses lugares, se encontram em nós mesmos, mas com certeza um vento de inspiração para achar o caminho sempre acontece. Nem que seja a certeza de que não queremos fazer igual aos outros. E isso já é uma grande descoberta e enorme inspiração!


A sua participação no Wedding Brasil do ano passado, com a palestra “Direção aplicada à Fotografia de Casamento”, foi um tremendo sucesso. O que você pode nos adiantar sobre o workshop “Enganando a Mente – Luz e poesia aplicada na direção de cena”?


O workshop é um aprofundamento da palestra. Acho importante a gente conseguir compartilhar, mas não deixar as ideias num nível muito superficial. A minha ideia de trazer para esse ano um workshop foi exatamente nesse sentido. E inseri “luz e poesia” na programação, pois estamos fazendo fotografia. Direção de cena, sem luz e poesia, é um resultado frustrante, com certeza.

Márcia Charnizon

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